Conhecendo Vaduz, a capital da pequena Liechtenstein

Vaduz é a capital do micro-estado Liechtenstein. A cidade representa uma das 11 comunas em que o país se divide, sendo que a maioria delas é composta por apenas uma cidade. A cidade possui apenas 5 mil habitantes e é onde mora o príncipe Hans Adam II e sua família.

Por mais que seja a capital, Vaduz não é a maior cidade de Liechtenstein, quem ocupa esse lugar é Schaan. Depois da capital, o segundo lugar mais popular do país é Malbun. Lá existem duas escolas de esqui, diversas pistas e existem ônibus diários fazendo a ligação entre as duas cidades.

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Liechtenstein significa pedra clara. É um país minúsculo entre a Suíça e a Áustria, escondido entre os Alpes. Tem 160 km² e possui pouco mais de 34 mil habitantes. Apesar de ser pequeno, é considerado um dos países mais ricos do mundo. O idioma falado é o alemão, e assim como a moeda – franco suíço – seus trens também são da Suíça.

O país é o quarto menor da Europa, é 53.218 vezes menor que o Brasil. Para ter uma ideia, sua população caberia praticamente duas vezes no Estádio do Morumbi, em São Paulo, que acomoda 67.000 lugares sentados.

Como chegar:

Só é possível chegar em Liechtenstein viajando por terra, não existem aeroportos no país. O mais próximo é o de Zurique, Suíça, que está a 115 km.

Você pode pegar um trem em Zurique com destino a Viena e descer em Schaan, ao norte de Liechtenstein, ou pegar um ônibus em Buchs ou Sargans, na Suíça.

Marquei com uma amiga de nos encontrarmos na estação de Buchs, pois nossos trens estavam indo de lados diferentes. De lá seguimos de ônibus até Vaduz. Compramos o ticket para o dia inteiro, que nos dava direito às zonas 302, 304 e 305 e custou 5,60CHF.

O que fazer em Vaduz?

Ao chegarmos, a primeira coisa que fizemos foi ir até o centro de informações turísticas pegar um mapa e para comprar o melhor souvenir do país, um carimbo no passaporte, que é vendido por 2,50€. Achei bem legal, já que é um pequeno desafio conseguir os carimbos ao viajar pela Europa.

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Liechtenstein é bastante conhecido por seus selos, pois foi um dos primeiros países do mundo a colar selos de papel em envelopes. E também pelo fato de sempre terem escolhido temas polêmicos para estampar seus selos. Mas em compensação, o país tem um dos menores sistemas postais do mundo e mais uma vez acabam tendo uma ajudinha da Suíça.

Considerando o tamanho da cidade, Vaduz oferece bastante museus. Tem o Museu Nacional de Liechtenstein, o Museu do Selo, o Museu de Artes Decorativas e o Museu do Esqui. O único que visitamos foi o do selo, porque a entrada era gratuita.

Passamos pela Prefeitura, Palácio do Governo e o Landtag – Parlamento, sede do poder legislativo de Liechtenstein, composto por 25 conselheiros. Andamos até a St. Florinskirche e então acabou a cidade (risos).

Castelo de Vaduz:

Encontramos o caminho que leva até o castelo, e no meu ponto de vista, o que mais valeu a pena foi a parada no mirante, onde pudemos observar a bela vista de Vaduz e de quase todo o país.

Quando chegamos no castelo, descobrimos que não tinha absolutamente nada! Ele não é aberto à visitação – o que é uma pena, pois poderia ser a principal atração turística da cidade – pois é onde vive a família real. E também não conseguimos ver nada além dos portões de trás, já que a parte mais bonita dele está virada para a cidade.

Depois que voltamos para a cidade fomos em busca do ônibus que iria para Malbun. Não era mais temporada de esqui, mas ainda tinha neve por lá, então nem é preciso mencionar a alegria das brasileiras iludidas com o inverno europeu de 2013/2014 e que estavam loucas para ver neve, né? Foram uns 40 minutos subindo a pé para chegar até a preciosa neve.

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Fizemos guerra de bolas de neve, escrevemos na neve, deitamos na neve… e detalhe: não estávamos devidamente vestidas para isso, então ficamos com as calças molhadas e as mãos congelando. Mas valeu a pena! Seria a nossa última oportunidade de ver neve antes de voltarmos para o Brasil e então aproveitamos. Depois disso acabei tendo febre e dor de garganta por alguns dias, mas faz parte.

Na volta para Vaduz, fomos até a Rote Haus, um edifício do século XV, hoje sede de uma das principais vinícolas do país, que infelizmente estava fechada.

Procuramos em vão por algo barato pra comer e então decidimos ir embora. Tudo em Liechtenstein é muito caro, ainda mais caro que na Suíça! No final das contas, a média de 3-5 francos a mais nas coisas faz total diferença, e isso pode ser um dos motivos do porque tão pouca gente tenha interesse em ir para lá.

Antes de sairmos do país, fomos para Schaan, outra cidade de Liechtenstein, onde teríamos que pegar outro ônibus para Buchs para então pegar o trem. Como ainda tínhamos tempo, paramos em uma festa que estava tendo na cidade para passar o tempo e comer alguma coisa.

 

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